AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO DO CONCRETO POR ESCLEROMETRIA: ESTUDO COMPARATIVO COM ENSAIO AXIAL EM CORPOS DE PROVA MOLDADOS EM LABORATÓRIO
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo avaliar a correlação entre o ensaio de esclerometria e o ensaio de compressão axial em concretos convencionais moldados em laboratório. Foram produzidos corpos de prova com diferentes classes de resistência característica, correspondentes aos traços A, B e C, os quais foram submetidos à cura controlada e ensaiados à compressão e por esclerometria nas idades de 7, 14 e 28 dias. O estudo experimental foi conduzido conforme as normas técnicas brasileiras aplicáveis, utilizando esclerômetro digital e prensa hidráulica. Os resultados indicaram que, em todas as idades e traços analisados, as resistências obtidas apresentaram evolução de acordo com o comportamento esperado do concreto ao longo do tempo, evidenciando adequado processo de moldagem, adensamento e cura. De modo geral, observou-se tendência de crescimento simultâneo entre a resistência à compressão e os índices esclerométricos, revelando uma relação direta entre os dois métodos de avaliação. A análise estatística permitiu identificar padrões de correlação consistentes entre os ensaios destrutivo e não destrutivo do presente estudo, reforçando a aplicabilidade da esclerometria como ferramenta complementar no controle tecnológico do concreto. Assim, o estudo contribui para a compreensão do comportamento mecânico dos concretos avaliados e demonstra o potencial do ensaio esclerométrico para estimativa indireta de resistência em estruturas.
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