ESTUDO DA RELAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA DURANTE A GESTAÇÃO SOBRE A SAÚDE MATERNO-INFANTIL: ESTUDO TRANSVERSAL OBSERVACIONAL
Resumo
Introdução: O corpo da mulher durante a gestação passa por diversas alterações sejam elas, hormonais, musculoesqueléticas, cardiorespiratórias, dentre outras, fazendo-se necessárias evidências atualizadas para apoiar intervenções específicas à esta população. Objetivos: Comparar gestantes que praticaram exercícios físicos com aquelas que não praticaram durante a gestação, observando variáveis relacionadas à saúde materno-infantil. Métodos: Estudo observacional transversal o qual foi realizado uma entrevista semiestruturada com dados gestacionais e obstétricos além dos questionários Pelvic Floor Bother Questionnaire (PFBQ), o Self Report Questionnaire (SRQ 20). Resultados: O estudo avaliou 16 puérperas, majoritariamente casadas e com ensino superior completo. A maioria recebeu apoio familiar (94%) durante o puerpério, metade apresentou doenças pré-existentes, sobretudo ansiedade/depressão (38%), e 30% fazia uso contínuo de medicamentos. 75% delas estavam na primeira gestação; a maioria das mulheres tiveram parto cirúrgico. O peso médio do bebê ao nascer foi de 2.617,75±1.453,18 kg; 63% amamentaram na primeira hora e 43% relataram dificuldades. A maioria (81%) praticou exercícios na gestação, sendo 53% com frequência ≥3 vezes/semana. Com relação a saúde mental e incômodos do assoalho pélvico, ambos a maioria que relatou ter algum deles foi principalmente no grupo que não praticou atividade física. Conclusão: os achados preliminares do estudo sugerem que a atividade física durante a gestação vem sendo realizada, no entanto, ainda sem muita clareza quanto aos seus efeitos clínicos. A continuidade dos estudos poderá reforçar a necessidade de incentivar programas de exercícios específicos para gestantes, como medida preventiva e promotora de saúde, desde que seja acompanhada por um profissional.
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