Criminalização da juventude raízes históricas e medidas socioeducativas do Brasil

Leticia Barbosa Shibayama

Resumo


Este trabalho tem como objetivo analisar as raízes da criminalização nas áreas periféricas, com ênfase nos menores infratores, realizando uma abordagem histórica e social, também busca responder o porquê de haver tantos jovens no crime, além de estudar desde a origem do racismo até a criação da atual Fundação CASA, citando e contextualizando exemplos como o “Ônibus 174” e a “Chacina da Candelária”. Durante a leitura do artigo, é possível entender que a criminalidade se inicia pelo ambiente social e econômico, além das referências que os jovens da periferia possuem. Este trabalho foi desenvolvido com base em leituras de artigos, leis, reportagens e pesquisas, se trata de uma pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental, com caráter crítico-reflexivo. Durante o estudo, é possível concluir que a negligência do governo em relação às periferias faz com que os jovens acreditem que não há oportunidades para eles. Portanto, o Estado deve reforçar o cumprimento do artigo 227 da Constituição Federal, além de fornecer maior atenção no cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente. De modo geral, o artigo propõe uma reflexão sobre a vida dos jovens infratores e as lacunas que o ECA possui na proteção de seu público.

Palavras-chave


Estatuto da Criança e do Adolescente; Criminalização; Juventude; Periferia; Educação

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