BIOIUSHUMANI: O TERRITÓRIO VIVO DA EMANCIPAÇÃO DIANTE DA MÁQUINA DE ADMINISTRAÇÃO BIOPOLÍTICA

Alfonso Jaime Martínez Lazcano

Resumo


Este artigo analisa a emergência do bioiushumani como um paradigma jurídico emergente que redefine o direito como um produto cultural da emancipação, fundamentado na soberania do corpo e da vida pessoal. Esse conceito ocupa uma posição epistemológica superior à do direito natural tradicional, pois se baseia não em dogmas imutáveis, mas em uma racionalidade democrática que protege o livre desenvolvimento da personalidade e a autonomia subjetiva contra a biopolítica. Enquanto a biopolítica opera como uma "máquina administrativa" que normaliza e disciplina os corpos para a produtividade, o bioiushumani se revela como um "território vivo de emancipação" que garante a cada indivíduo a arquitetura de sua própria existência. Por meio de uma análise da jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos e da proteção do "projeto de vida", demonstra-se a viabilidade prática desse paradigma em áreas como direitos reprodutivos, autonomia médica e identidade cultural. Por fim, conclui-se que o dever dos juízes é adotar um sistema de garantia judicial e uma abordagem empática para assegurar que o direito atue como instrumento de humanização e libertação.

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