APLICAÇÕES DA NANOTECNOLOGIA NA INFORMÁTICA

Thiago da Silva PINAFFI, Carla RAMINELLI Melissa de Paulo, Moacir Pereira de SOUZA FILHO

Resumo


Este trabalho é parte integrante do Projeto PIBIC – Jr, fruto da parceria universidade-escola, FCT-UNESP e a Escola Estadual Deputado Felício Tarabay, no município de Tarabai-SP, com o objetivo de divulgar a Nanotecnologia. O tema deste trabalho é a aplicação da Nanotecnologia na Informática. O desenvolvimento de objetos e artefatos na escala nanométrica tem por objetivo a possibilidade de desenvolvermos dispositivos de dimensões muito pequenas, mas com maior capacidade para o pro-cessamento de informações. A cada nova evolução da tecnologia o tamanho dos transistores, peças centrais dos atuais computadores, e outros componentes, torna-se menor e mais eficiente o que se traduz em maior performance dos novos chips dos processadores que neles se baseiem; embora de tamanho igual ou menor aos da geração anterior, esses chips podem combinar um número muito maior de com-ponentes ativos em uma única unidade. Ao mesmo tempo, uma redução na escala física levará também a uma economia de energia, já que a potência desperdiçada por um dispositivo é proporcional a seu tamanho. Pesquisadores da Universidade de Cornell, em Nova York, patentearam um dispositivo de memória, empregando a molécula do quiroptoceno, com capacidade de armazenamento de dados equiva-lente a 36 discos rígidos de 60 Gb, ou seja, 16 terabits. Em 2003, a Hewlett-Packard em parceria com a California Nanosystems Institute, utilizando rotaxanos entre 8 nanofios de platina/titânio cruzados, formando uma rede de 8x8 em uma área de 1m2. Os pontos de cruzamento formaram um chaveamento molecular capaz de controlar a passagem da corrente, imitando a lingagem binária 0 e 1, onde o ende-reçamento 1 é para condutor e o 0 para isolante. Esse sistema demostrou uma po-tencialidade como memória não volátil, regravável, com capacidade de 6,4 Gb/cm2. Pensando nisso criou-se a computação quântica, nela deve-se esquecer as certe-zas da física convencional, como enfatiza ao Princípio da Incerteza de Heisenberg. A diferença entre a computação quântica e a clássica é que, em vez de permutar entre os estados 0 e 1, os quantum bits operam envolvendo uma combinação linear dos dois estados até a leitura final. A computação quântica processa todos os esta-dos possíveis de uma vez só, fornecendo soluções simultâneas para todas as com-binações. Com isso um computador quântico é capaz de resolver problemas não-determinísticos que um computador clássico considera intratável.

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